O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), parece que aprendeu rapidinho com o amigo, o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), o jeito mineiro de fazer política. Nos útimos dias Henrique tem protagonizado alguns fatos que tudo leva a crer que vem trabalhando mineiramente a sua candidatura ao governo do Rio Grande do Norte.
No último sábado, por exemplo, marcou com a governadora Wilma de Faria (PSB) para írem juntos ao almoço-homenagem oferecido pelos amigos do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), pela sua passagem na presidência do Congresso Nacional. De quebra, arrastou o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), pretenso candidato à sucessão estadual.
Ainda esta semana agendou um encontro com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Ruosseff, uma reunião para discutir a ampliação do programa habitacional “Minha Vida, Minha Casa” a municípios com mais de 100 mil habitantes. Pela proposta do governo o programa atingirá os municípios acima de 500 mil habitantes. No Rio Grande do Norte só seriam beneficiados Natal e Mossoró. Henrique não é bobo e quer que o programa atinja cidades menores.
Agora Henrique combinou com Aécio Neves para ele ligar para a governadora Wilma convidando-a a ir no jatinho do governo de Minas à Montes Claros, interior do estado, na segunda-feira, quando o presidente Lula vai anunciar a regulamentação das ZPEs [Zonas de Processamento de Exportação], um dos sonhos de Henrique Alves para o Rio Grande do Norte.
Ou seja, Henrique articula tudo nos bastidores para ser o candidato a governador apoiado por Wilma de Faria, e claro, pelo senador Garibaldi Alves. E ainda tenta atrair Aécio Neves para o PMDB para ser o candidato à sucessão presidencial com o apoio de Lula. É sabedor que Lula já perguntou a Garibaldi por que Henrique não é candidato a governador.
Já disse e repito. Ninguém se iluda, Henrique vem trabalhando à sua candidatura ao governo desde que Wilma foi reeleita governadora. E tem mais: Conta com a simpatia dela. Não à toa não aceitou ser o candidato a prefeito de Natal nas úlrimas eleições para não queimar cartucho. O que falta agora é ele viabilizar o seu projeto que certamente vem costurando junto aos políticos. Falta consultar o povo.