As eleições municipais do ano passado levaram ao poder na cidade de Nakal, num país chamado Barril, a prefeita Nalvar – 0 nome dela é assim porque tem as iniciais dos nomes dos pais (Nalva, a mãe, e Arnaldo, o pai). Coisa muito comum no Nordeste desse país, juntar as iniciais dos nomes dos pais e fazer um só nome para o filho.
Pois muito bem. Nalvar foi eleita em primeiro turno. Em seu discurso de posse ela chorou emocionada. Dizem as más línguas que o pronunciamento foi cuidadosamente preparado pelo seu “consultor de marketing”, Alecssandro da Macedônia, que pontuou as ocasiões em que a prefeita eleita teria que chorar para emocionar a platéia. Dizem também que essa falação sobre Alecssandro da Macedônia são coisas de linguarudo que não tem o que falar.
Nalvar pegou de cara logo que assumiu o poder uma crise braba na saúde deixada de herança pelo seu antecessor. O que fez Nalvar para mostrar um “choque de gestão na mídia”, aconselhado pelo seu consultor de marketing Alecssando da Macedônia. Tratou logo de visitar os postos de saúde e hospitais da rede pública para verificar in loco a situação e decretou estado de calamidade pública no setor. Claro, isso rendeu um espaço grande na mídia.
Mas não é só isso não. Dizem as más línguas, que Alecssando da Macedônia orientou Nalvar a simular uma crise de hipertensão em face do que viu nos hospitais. Ela acabou mesmo tendo que passar algumas horas num hospital pela suposta crise hipertensa. Os jornais e blogs locais deram ampla cobertura, claro. A prefeita de Nakal havia passado mal com o caos que viu na rede pública de saúde e se emocionou ao ver uma criancinha internada. Resultado: O consultor de marketing da prefeita conseguiu seu objetivo. Dá ampla divulgação a crise hipertensa da sua cliente.
As más línguas – ah essas más línguas – como sempre vivem inventando. Falam que até as palavras usadas nas entrevistas que Nalvar dá para a imprensa têm o seu dedo. É o seguinte: Alecssandro da Macedônia orienta Nalvar como ela deve proceder diante de certas perguntas. Aí sai como ele quer no outro dia nos jornais. É o chamado choque de gestão na mídia. As más línguas falam isso também.
Como se trata de histórias da carochinha as pessoas acabam não acreditando nisso. É mais um conto de fadas, como aquele do Castelo do deputado Edmar Moreira, que nem o pessoal do DEM, partido do parlamentar mineiro, “sabia” que ele tinha esse tal castelo que até cassino tem. É o que ocorre com as histórias – ou seria estórias -, de Alecssandro da Macedônia. Ninguém acredita. São apenas histórias da carochinha. Ou seriam contos?