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Homenagem do Blog a “Loriva”, do Bar do Lourival

A nova geração de jornalistas natalenses certamente não conheceu, mas Lourival que tinha um bar próximo a antiga sede do Diário de Natal, era uma dessas pessoas simples e amiga. Os jornalistas tanto do DN como da Tribuna do Norte faziam ponto em seu bar. Ele vendia até fiado para pagar no final do mês. O bar era um ponto onde se discutia política e os principais assuntos da cidade. Também servia para uma resenha sem compromissos. Nesta quarta-feira, nós jornalistas, fomos surpreendidos com a notícia que não gostaríamos de dar: o seu falecimento. Como homenagem a Loriva, carinhosamente chamado, o Blog publica um texto do “Baú de um Repórter” que foi publicado neste espaço no dia 10 de abril último. Quem quiser conferir é só clicar em: O Baú de um Repórter [1]

Segue abaixo a republicação do texto:

Jornalista tem fama de gostar de uma mesa de bar. Na mesa de bar é onde se joga conversa fora, onde se conversa de tudo desde mulheres, futebol até chegar a política. É também um ponto de encontro, claro, entre amigos. Na mesa de bar é onde também se consegue muita informação. As vezes verdadeiras, as vezes plantadas. Tem que saber separar o joio do trigo. Vamos ao fato:

Bar do Lourival, uma espécie de sucursal do Diário de Natal

O Bar do Lourival nos meus bons tempos de Diário de Natal era uma espécie de sucursal do jornal. Não que eu frequentasse, mas grande parte da Redação era de praxe marcar o ponto no final do expediente do sábado. Normalmente por volta das 13h. Era sagrado. Lá estavam Jurandy Nóbrega, Santana, Eneas Peixoto, Pepe dos Santos, Aluisio Lacerda, Margareth, Ricardo Rosad, Ubirajara (Bira) Macedo, entre outros.

Mas houve época em que outro grupo de jornalistas, também do DN, criou a Confraria do Cuxá, um bar sofisticado no Hotel Residence. Da confraria faziam parte Ricardo Rosado, Aluisio Lacerda, Margareth (Meg Rose), Gérson de Castro, e alguns mais. Não que fosse pra competir com o Bar do Lourival, mas porque ali às vezes se levava alguns ilustres convidados para “entrevistas”. Aliás, pode-se dizer que foi uma espécie de dissidência.

Não fazia parte nem da turma do Lourival nem do Cuxá. Como gosto de bater uma pelada aos sábados optava por outra programação, que depois também passou ao calendário dos jornalistas do Diário, como Edmo Sinedino, Carlos Magno, Luciano Kleiber, Marcos Alexandre, Eduardo Maia e Carlos Silva (esses dois fotógrafos do jornal), entre outros “craques” da bola da Redação do DN. A cerveja, nesse caso, ficava pra depois da pelada.

Mas o que marcou mesmo foi o Bar do Lourival principalmente na década de 1980. Jurandy Nóbrega era uma espécie de “mestre de cerimônia” da turma de jornalistas que frequentava Lourival. Mesmo durante a semana quando saia da Redação batia o que faziam ponto no Loriva. Hoje, certamente com a saída do Diário de Natal da Ladeira do Poti, o Bar do Lourival perdeu o seu charme sem a presença de jornalistas, pois que  O Diário de Natal e o Bar do Lourival se identificavam.

Obs do Blog: O web-leitor que quiser conhecer outras memórias deste repórter é só ir em BUSCA na coluna à direita e digitar uma palavra-chave tipo Baú.

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