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Imagens feitas pela polícia mostram fila para curso de operação de drones dado por traficantes no Rio de Janeiro

Está no g1

Imagens feitas pela polícia mostram uma grande quantidade de pessoas em uma quadra onde estava sendo dado um curso de operação de drones há duas semanas. As aulas seriam dadas por traficantes no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, segundo as investigações.

A capacitação faz parte do avanço do uso desses equipamentos pelo crime organizado, que passou a adaptar drones para lançar granadas contra rivais [1], de acordo com a polícia.

Além de serem usados em ataques, os drones também têm provocado preocupação entre pilotos porque alguns equipamentos já foram identificados sobrevoando áreas próximas às rotas de helicópteros e aeronaves que chegam e saem do Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Em caso de colisão, o impacto pode provocar danos graves e até deixar uma aeronave incontrolável, segundo um piloto ouvido pelo RJ2.

Equipamento é vendido legalmente, mas há regras para o voo

Um dos desafios para combater o uso criminoso dos drones é que os equipamentos são vendidos legalmente e podem ser adquiridos com facilidade pela internet.

O uso, no entanto, segue regras de segurança. Há restrições para voos próximos a aeroportos e helipontos, e o equipamento precisa de autorização para determinadas operações no espaço aéreo.

Também é proibido voar acima de 400 pés, o equivalente a cerca de 120 metros, em situações abrangidas pela regulamentação aplicável.

Os criminosos, segundo as investigações, ignoram essas regras.

A polícia também encontrou evidências de que integrantes do crime organizado estão ensinando outras pessoas a operar drones.

Imagens feitas há cerca de duas semanas mostram uma fila de pessoas interessadas em participar de um curso que seria oferecido por criminosos no Complexo da Penha.

Ruas somem no Alemão

Imagens aéreas obtidas pelo RJ2 mostram que ruas e vielas do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, estão sendo cobertas por estruturas para dificultar o monitoramento feito por drones.

O levantamento é da inteligência da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil. Os agentes compararam imagens de satélite feitas em novembro de 2025 com registros aéreos produzidos em fevereiro de 2026.

Em apenas 84 dias, a paisagem mudou.

Em alguns pontos, ruas que antes apareciam nas imagens aéreas ficaram escondidas por telhados. Em um dos locais analisados, uma área que funcionava como estacionamento ganhou uma cobertura de alvenaria. Em outro, uma laje passou a ter uma piscina.

As estruturas ficam em uma região central do Complexo do Alemão, apontada pela polícia como de difícil acesso por terra e pelo ar. Segundo os investigadores, é também uma área onde estaria escondida a cúpula do Comando Vermelho.

Foto: Reprodução/ TV Globo

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