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Inquérito do golpe: PF deve fazer novo relatório e indiciar suspeitos que ainda não haviam sido identificados

Está no g1

Polícia Federal [1] deve enviar, em breve, ao Supremo Tribunal Federal (STF [2]) um relatório complementar ao que já foi entregue em novembro passado no inquérito sobre a suposta tentativa de golpe de Estado tramada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro [3] (PL [4]) e por seus aliados.

A informação sobre o novo relatório foi dada pelo diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, em entrevista ao jornal O Globo, na última segunda-feira (6). O g1 também obteve a informação.

Segundo uma pessoa que acompanha as investigações, o relatório complementar da PF deverá trazer nomes de novos suspeitos que teriam exercido papel secundário na organização criminosa e conseguiram permanecer ocultos até agora por causa dos métodos de proteção de identidade que o grupo costumava usar.

O novo documento também deve conter análise dos materiais apreendidos na última operação deflagrada no âmbito do inquérito — a Operação Contragolpe, que prendeu o general Braga Netto em dezembro passado [5].

Neste mês de janeiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet [6], analisa o relatório com os indiciamentos já feitos pela PF [7] — 40 no total. Cabe à PGR apresentar uma eventual denúncia para dar início a uma ação penal no Supremo. O relator do caso no tribunal é o ministro Alexandre de Moraes [8].

A expectativa da equipe de Gonet é que a análise em andamento seja célere, porque o caso é tratado como prioridade no órgão e porque há investigados presos preventivamente. Ao mesmo tempo, um auxiliar afirma que o procurador-geral não fará nada de forma açodada.

Os crimes imputados pela PF são abolição do Estado democrático de direito (pena de até 8 anos), golpe de Estado (pena de até 12 anos) e organização criminosa (pena de até 8 anos).

A expectativa na PGR é que se o novo relatório não for enviado pela PF antes de uma eventual denúncia, o órgão poderá apresentar um complemento posterior (aditamento) ao Supremo.

Além do ex-presidente Jair Bolsonaro e do general Braga Netto, já foram indiciados pela PF:

Foto reproduzida da Internet

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