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A Missão Permanente do Irã nas Nações Unidas defendeu a retaliação do país contra o recente ataque terrorista do regime israelense às instalações diplomáticas da República Islâmica na capital síria, segundo reportagem [1] da PressTv. ” A ação militar do Irã foi baseada no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, relativo à legítima defesa em resposta à agressão do regime sionista contra nossas instalações diplomáticas em Damasco”, disse a missão em comunicado no sábado. “O assunto pode ser considerado como encerrado”, acrescentou.
No entanto, a missão alertou que se o regime israelense cometesse outro erro, a resposta subsequente do Irã poderia ser “notavelmente mais intensa”. O comunicado concluiu que o conflito era entre o Irã e o regime ilegítimo, “do qual os Estados Unidos devem se afastar”.
Os Guardiães da Revolução Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês), na noite de sábado (13), lançaram ataques de míssil e drone “extensivos” em retaliação contra os territórios ocupados, definindo a missão como “Operação Promessa Verdadeira”.
O ataque israelense resultou no martírio do Brigadeiro-General Mohammad Reza Zahedi, comandante da Força Quds do IRGC, seu vice, General Mohammad Hadi Haji Rahimi, e cinco de seus oficiais acompanhantes.
O ataque terrorista recebeu forte condenação de líderes políticos e militares iranianos de alto escalão, que prometeram “vingança definitiva”.
Na quinta-feira, a missão iraniana nas Nações Unidas afirmou que a condenação do Conselho de Segurança da ONU à atrocidade israelense poderia ter evitado a necessidade de retaliação.
“Se o Conselho de Segurança da ONU tivesse condenado o ato de agressão repreensível do regime sionista às nossas instalações diplomáticas em Damasco e subsequentemente levado à justiça seus perpetradores, a necessidade de o Irã punir esse regime ilegítimo poderia ter sido evitada”, disse em uma postagem na plataforma de mídia social X na quinta-feira.
Imagem: GPS Brasília