Está no Blog da Andréia Sadi
O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (MP-SP), Lincoln Gakiya, disse que a decisão dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como terroristas já era uma decisão tomada desde o ano passado e que independia do que fosse dito para os americanos.
“Tem que esperar qual amplitude o governo Trump vai dar para essa medida, mas, conversando com policiais do FBI no final do ano passado, na minha opinião, a medida estava pronta. Inclusive, ela só não foi publicada porque dependia da palavra final do Trump, mas, pelo que eu sei de toda a equipe, já era uma decisão. E já estava tomada praticamente desde o ano passado”, disse em entrevista ao Estúdio i nesta sexta-feira (30).
O anúncio americano foi feito um dia após o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo o parlamentar, Rubio se mostrou favorável à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas.
Para Gakiya, a decisão dos EUA a respeito do PCC e do CV favorece uma preocupação com a soberania brasileira e atrapalha a forma como as informações para investigar essas organizações são compartilhadas entre os países, uma vez que os EUA passam a classificar essas informações como confidenciais ou mesmo secretas.
“Pode haver um prejuízo para troca de informações que hoje mantemos com muita facilidade, porque a classificação das informações poderia passar a ser classificadas como confidencial ou mesmo secretas”. explicou.
“Quando o Departamento de Estado americano classifica como terrorista, o que acontece é o assunto é tratado como defesa nacional norte-americana, não é mais um assunto de polícia, portanto, há intervenção da CIA, das Forlas Armadas e do FBI”, completou.
Foto reproduzida da Internet