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“A impossibilidade de uma ideia sadia de Bolsonaro denuncia, por si só, algum propósito maléfico em sua ordem que transfere o desfile de 7 de Setembro para Copacabana, avenida Atlântica”, escreve Janio de Freitas em sua coluna na Folha de S.Paulo.
“A passagem das tropas, sem a largura usual nesses velhos exibicionismos, será abaixo de um paredão de altos edifícios de onde podem sair muitas coisas. Um rojão, por exemplo, dos usados nos estádios, em mãos bolsonaristas e apontado para baixo —pânico, reações armadas, ninguém dirá o que pode vir”, adverte o jornalista.
Janio de Freitas diz que é impossível prever o que será de Copacabana, se efetivado o plano. Uma dedução, aliás, se oferece: será um lugar onde, morador ou visitante, não se deve estar naquele dia.
Foto reproduzida da Internet