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Marcelo da Silva Vieira, chefe do Gabinete de Documentação Histórica da Presidência da República no mandato de Jair Bolsonaro [1] (PL [2]), foi alvo nesta sexta-feira (12) de buscas pela Polícia Federal [3] (PF) no Rio de Janeiro [4] no caso das joias sauditas [5]. A PF apreendeu o celular dele.
Em depoimento à PF no mês passado, Vieira tinha afirmado que Bolsonaro participou de um telefonema [6] sobre um ofício feito pelo braço direito, o tenente-coronel Mauro Cid [7], para tentar resgatar as joias sauditas apreendidas [8] pela Receita Federal [9] no Aeroporto de Guarulhos.
A TV Globo apurou que Vieira, ao depor, tinha prometido entregar o celular para a perícia e só não deixou o aparelho no dia porque “estava atrasado” e iria “pegar um voo”. A PF aceitou. O servidor acabou mudando de ideia e não apresentou o telefone até agora.
A PF, então, pediu a apreensão do celular. A Justiça de Guarulhos negou, mas, em recurso, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) autorizou e expediu o mandado.
Funcionário do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica da Presidência da República desde o governo de Michel Temer, Vieira foi demitido em janeiro deste ano. Sua função era a de revisar o que poderia ser aceito como presente para o acervo privado presidencial.
No mês passado, Vieira falou à Polícia Federal sobre o caso da liberação de joias dadas pelo governo da Arábia Saudita. Durante o depoimento, ele relatou que Bolsonaro participou de uma ligação na qual seu ajudante de ordens, Mauro Cid, solicitou que ele assinasse um ofício visando a liberação de um estojo de joias que havia sido dado pelo governo da Arábia Saudita e que tinha sido retido pela Receita Federal no aeroporto de Guarulhos.
As informações são da coluna de Lauro Jardim.
Créditos: Agência Brasil e TV Globo/Reprodução