Na última quinta-feira, a Folha passou a cobrar pelo acesso frequente a seu site, no modelo conhecido como “paywall” ou muro de pagamento poroso. Permite agora a leitura gratuita de 40 textos por mês; a partir daí, é restrita aos assinantes. Segundo o consultor Ken Doctor, do Nieman Journalism Lab, da Universidade Harvard, 800 jornais americanos e europeus “ou já têm ‘paywall’ ou planejam ter até o início do ano que vem”, em rápida adoção que ele qualifica como “fenômeno”.
O movimento foi acelerado pelo êxito do modelo poroso adotado há um ano pelo New York Times. Doctor diz que o sucesso do jornal e de outros que o acompanharam pode ser medido não só pela nova receita, mas por ter mantido os acessos.
– Dois, três anos atrás, o maior temor era que o ‘paywall cortasse o crescimento digital, com perda de audiência e publicidade, diz.
– O que aprendemos no processo é que, especialmente com o sistema poroso, em que a maioria das pessoas nunca atinge o limite, nunca fica nem sabendo que existe ‘paywall’, você pode manter seu negócio de publicidade no lugar e crescendo. (Com informações da Folha de S. Paulo)