Nos últimos dias tenho recebido um bombardeio de informações sobre supostas irregularidades que vêm sendo cometidas na administração da prefeita de Natal (RN) Micarla de Souza (PV), sobretudo, no que diz respeito a dispensa de licitação em contratos firmados pelo Executivo. Já postei nota alertando o Ministério Público, a quem cabe investigar, sobre o fato.
Usei uma vez uma frase de uma leitora do Blog do Noblat que o momento me leva a repetir: Dizia ela: “Jornalista não tem poder de polícia. Tampouco dispõe de apetrechos sofisticados para perícia criminal. Conta somente com o bom senso e a confiança da fonte”.
É o meu caso. As informações que me chegam me levam a crer que estão acontecendo algo de muito errado na atual administração municipal. Como encaro o exercício da profissão com seriedade e ética, e como não tenho, ainda, como provar as supostas irregularidades que vêm ocorrendo, é prudente não revelar as informações.
Contudo, cabe aos órgãos competentes, como no caso do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado que determinou o cancelamento de um contrato no valor de mais de R$ 2,4 milhões, sem licitação, feito entre a prefeitura de Natal e uma empresa pernambucana para explorar o acondicionamento e distribuição de medicamentos no âmbito do município por acreditar ser irregular, investigar as irregularidades de outros contratos feitos também sem licitação.
E não somente isso. As informações que me chegam dizem respeito a cobrança de propina de empresas que têm dinheiro a receber da prefeitura e também recebimento de uma comissãozinha como uma forma de có-participação no gerenciamento de um determinado setor de interesse público. Certamente, e creio nisso, a prefeita Micarla de Souza não esteja sabendo do que ocorre nos bastidores de sua administração, mas as denúncias começam a aflorar.