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José Agripino, uma oposição solitária?

O que esperar do líder do DEM no Senado José Agripino Maia (RN) na próxima legislatura diante do resultado das urnas que quase dizimou a oposição no Parlamento maior do país? Sem seu fiel escudeiro o senador derrotado Arthur Virgílio (PSDB-AM), e sem contar com outros oposicionistas do quilate de Tasso Jereissati (PSDB-CE), e de um Marco Maciel (DEM-PE), que também não lograram êxito na tentativa de se reelegerem, Agripino vai ter que fazer das tripas coração para enfrentar o rolo compressor governista na Casa.

Senador por um estado sem expressão política, cuja futura governadora – Rosalba Ciarlini – também pertence ao seu partido, Agripino terá que ter muito jogo de cintura. Protagonista de uma das cenas mais comentadas na política nacional, quando a então ministra Dilma Ruosseff foi inquisitada por ele numa das comissões do Senado sobre o fato dela ter mentido na ditadura militar, Dilma lhe deu a resposta que o deixou calado:

– Nós estivemos em momentos diversos de nossas vidas em lados opostos. De fato eu combati a ditadura militar, e disso eu não tenho vergonha, afirmou a ex-ministra para um platéia seleta de senadores boqueabertos deixando o senador democrata sem graça.

Agora, os dois se vêm novamente em lados opostos e num confronto direito. Dilma Ruosseff como presidenta da República. José Agripino Maia como líder de um partido enfraquecido nas urnas e que faz oposição ao governo. E o pior: Sem os seus companheiros de batalha que lhe aparteavam sempre que criticava o governo Lula. Como será agora? Com quem Agripino vai contar?

No meio dessa briga o Rio Grande do Norte, um estado pequeno e sem força política. E pra complicar, uma governadora de oposição ao governo federal. A conferir!

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