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O ministro da Fazenda Joaquim Levy declarou, na tarde desta sexta-feira (23), que não há “pedalada fiscal” no Orçamento de 2015, após debate sobre energia no Institute of the Americas, em um hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro. As “pedaladas” foram atrasos em repasses de recursos do governo aos bancos públicos, o que é não é permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para investigar se a prática de atrasar repasses a bancos públicos continuou sendo adotada pelo Executivo em 2015 [1]. A denúncia consta em representação do Ministério Público junto ao TCU, protocolada na semana passada.
Quando perguntado sobre qual seria o tamanho da “pedalada” do governo em valores, Levy respondeu que “não há pedalada”. “Nós estamos preparados evidentemente para enfrentar despesas do passado, que nesse trabalho de reequilíbrio, já temos tentado. Ao longo desse anos, temos várias despesas de anos anteriores. É normal, toda vez que faz um reequilibro. É um trabalho importante para colocar a casa em ordem e poder seguir em frente”.
O ministro não informou de quanto seria o déficit no Orçamento de 2015. No entanto, admitiu que a atividade econômica ficou abaixo das estimativas. “Nós todos estamos sentindo que a economia vem se desenvolvendo bem mais devagar do que nos esperávamos”.