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O presidente Luiz Inácio Lula [1] da Silva (PT) condenou o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado (3) [2], e afirmou que a ação militar ultrapassa a linha do que é aceitável na relação entre países.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.”
➡️ O presidente dos Estados Unidos [3], Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro [4].
Diante da ofensiva, o governo brasileiro convocou uma reunião de emergência neste sábado, [5]com a participação de ministros para discutir a resposta política do país e as medidas que podem ser tomadas diante dos reflexos da ofensiva dos EUA sobre o país sul-americano.
Violação ao direito internacional
Ainda na publicação, Lula afirmou que a ação militar desta madrugada é uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de “violência, caos e instabilidade”.
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, acrescentou.
O petista também defendeu que “a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.
“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”
Desde o início da escalada de tensão entre os países, o presidente Lula tem condenado uma eventual intervenção dos EUA na América Latina, e disse ter conversado com o presidente Trump em diversas ocasiões sobre o tema.
Em manifestações públicas, Lula também pediu que divergências sejam resolvidas por meio do diálogo, e que a América do Sul fosse mantida como uma zona de paz. [6]
Foto reproduzida da Internet