Sinceramente caro leitor. Muitos colegas hão de ressaltar na visita que o presidente Lula fez ao Rio Grande do Norte nesta sexta-feira (13) para conhecer um projeto de desenvolvimento sustentável em um assentamento em Ceará-Mirim, interior do estado, o fato da convivência harmoniosa entre os quatro políticos. Não vejo nada demais, embora o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) admita nutrir simpatia pela candidatura da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) ao governo estadual em 2010, o que não concordam o prórpio presidente Lula, a governadora Wilma e o deputado Henrique Alves.
O desejo de Lula é ver mantida a aliança governista no estado em 2010, com Wilma e Garibaldi concorrendo às duas cadeiras ao Senado pelo Rio Grande do Norte, e tendo como candidato ao governo, se possível, o deputado Henrique Eduardo Alves. Por quê Lula deseja Henrique? Muito simples caro leitor: o parlamentar potiguar além de líder da maior bancada na Câmara, o PMDB, lidera também outros 13 partidos que dão sustentação política ao governo petista.
Sabedor disso, Lula, claro, quer Henrique ao seu lado no projeto político de 2010, quando almeja fazer o seu sucessor, no caso, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Ruosseff. O presidente Lula sabe também que para o seu projeto político obter resultado é preciso fortalecer as bases nos estados, e é aí que entra novamente a aliança entre Wilma, Garibaldi e Henrique.
Já disse em outra oportunidade e embora Henrique negue – Dilma também nega que seja candidata à presidente até amarrada – o desejo maior do deputado peemdebista é ser candidato a governador. Esse desejo no íntimo não morreu como muitos pensam. Continua vivíssimo. E se derem a oportunidade dele ser o candidato certamente será. Não tenho dúvidas disso. Henrique é um articulador, e como tal vem trabalhando isso nos bastidores. Isso passa também pela amizade que Henrique tem com o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Robinson Faria (PMN), que deseja também ser candidato a governador. Isso é apenas uma análise conjectural, mas como a política vive de conjecturas, vamos ver se estou errado. A conferir!