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O ministro André Mendonça [1], do Supremo Tribunal Federal (STF [2]), tende a manter na Corte os dois inquéritos que apuram a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de uma lobista na busca de negócios junto ao governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva [3] (PT).
Segundo interlocutores do ministro, ele analisa o caso após a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitir parecer pela transferência das investigações para a primeira instância. [4]
O principal argumento para a manutenção dos inquéritos no STF é que mensagens encontradas no celular da lobista Roberta Luchsinger [5] citam autoridades com foro privilegiado.
Até o momento, segundo essa avaliação, a Polícia Federal ainda não examinou o conteúdo de forma aprofundada [6] para verificar se há elementos que envolvam os nomes mencionados [7].
De acordo com interlocutores de Mendonça, situação semelhante ocorreu no caso do Banco Master. A investigação começou na primeira instância [8], mas foi remetida ao STF após surgirem menções a autoridades com foro privilegiado e segue em tramitação na Corte.
O ministro também vê com estranheza o fato de que, em etapas anteriores da investigação, nem a Polícia Federal nem a PGR defenderam que a primeira instância seria o foro adequado para analisar os casos.
Na avaliação de interlocutores, quando enviou os inquéritos ao STF, a Polícia Federal poderia ter apontado a inexistência de investigados com foro privilegiado e sugerido a remessa à primeira instância.
Além disso, a PGR deu parecer para que os novos inquéritos fossem distribuídos por sorteio.
Nos bastidores, assessores do ministro interpretaram o movimento como uma tentativa de evitar que os casos continuassem sob sua relatoria. [9]Pelo sorteio, porém, os processos acabaram chegando novamente ao gabinete de Mendonça.
Assessores do ministro questionam por que a PGR não defendeu a remessa dos casos à primeira instância desde aquele momento.
Foto reproduzida da Internet