Está no G1
Os economistas do mercado financeiro elevaram, na semana passada, sua previsão para o crescimento da economia brasileira e reduziram sua estimativa para o comportamento da inflação neste ano, informou o Banco Central nesta segunda-feira (9) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus.
O documento da autoridade monetária é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Para o ano de 2014, porém, o cernário é inverso: os analistas dos bancos passaram a estimar mais inflação e menos expansão econômica.
Crescimento econômico
Para o comportamento do PIB, o mercado financeiro subiu sua expectativa, em 2013, de 2,32% para 2,35% de expansão na última semana. A alta, que é a segunda consecutiva, aconteceu após a divulgação do PIB do segundo trimestre pelo IBGE na semana retrasada. O resultado mostrou uma expansão de 1,5% sobre os três primeiros meses deste ano [1] – acima da expectativa do mercado financeiro. Para o ano que vem, a estimativa de expansão econômica do mercado financeiro, porém, recuou de 2,30% para 2,28%.
Inflação
Sobre a inflação, os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano de 5,83% para 5,82%. Já para 2014, a previsão dos economistas dos bancos avançou de 5,84% para 5,85%.
O presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que a inflação teria queda neste ano frente ao patamar registrado em 2012 (5,84%) e no ano de 2014. Embora ainda continue acreditando na desaceleração da inflação neste ano, o mercado prevê, entretanto, crescimento da inflação em 2014 – último do mandato da presidente Dilma Rousseff.
Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.