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Mídia Ninja: “É preciso oxigenar a velha mídia”

Está no Congresso em Foco

“A gente faz jornalismo sim e acho até curioso as pessoas questionarem”. Foi com essa explicação que o jornalista Bruno Torturra, em entrevista ao programa da TV Cultura, Roda Viva, na noite de ontem (segunda-feira, 5), iniciou o debate sobre o que é e o que pretende o grupo Mídia Ninja – sigla para Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação -, famoso após transmitir ao vivo pela internet diversas manifestações, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Torturra e o produtor cultural Pablo Capilé, idealizadores do grupo, enfrentaram a bancada de seis jornalistas para explicar o que pensam, como se sustentam, a quem são ligados e quais são os planos para o futuro do coletivo. De acordo com os “ninjas”, o jornalismo praticado pelo grupo é feito com ativismo, ao contrário da imprensa tradicional, que, segundo eles, é parcial e ainda não entendeu a lógica da internet. “A nova objetividade [da imprensa] vem da transparência clara do que pensa e como a informação é produzida. A grande mídia nem sempre é transparente. Nós somos transparentes até nos nossos erros. Não editamos nada, é tudo em tempo real”, disse Torturra. E qual a receita para ser um mídia ninja? Capilé resumiu: “Disposição, um celular na mão e um recarregador de bateria”.

Participaram do programa como entrevistadores Suzana Singer, ombudsman da Folha de S. Paulo, Alberto Dines, editor do site e do programa Observatório da Imprensa, Eugênio Bucci, colunista do jornal  O Estado de S. Paulo e da revista Época, Wilson Moherdaui, diretor da revista Telecom, e Caio Túlio Costa, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e consultor de mídia digital. O programa foi conduzido por Mário Sergio Conti e contou com a participação fixa do cartunista Paulo Caruso.

Confira o programa:

http://www.youtube.com/watch?v=vYgXth8QI8M [1]
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