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O presidente da Argentina [1], Javier Milei [2], voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva [3] (PT) no domingo (2) e reforçou as críticas que já havia feito na semana passada.
Em entrevista à emissora argentina LN+, Milei chamou Lula de “ladrão” e “corrupto” e afirmou que o presidente brasileiro “não é inocente”. O argentino também voltou a questionar as decisões judiciais que anularam as condenações do petista no âmbito da Operação Lava Jato.
“Ele é um ladrão, um corrupto. Não é inocente. Foi liberado por uma falha no processo jurídico”, afirmou Milei.
As declarações ocorrem em meio ao agravamento da crise diplomática entre Brasil e Argentina.
Na semana passada, durante um evento político em São Paulo para apoiar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro [4] (PL), Milei já havia chamado Lula de “ladrão”, “corrupto”, “presidiário” e “lixo socialista”. [5]
Reação do Brasil
A resposta do governo brasileiro foi imediata.
O Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Raimondi, para manifestar formalmente o descontentamento do governo Lula com as declarações. Ao mesmo tempo, o Itamaraty chamou para consultas o embaixador do Brasil em Buenos Aires [6], Julio Bitelli.
Lula endurece discurso
Inicialmente, Lula evitou entrar diretamente na polêmica. Questionado por jornalistas sobre Milei, respondeu com ironia:
“Quem é esse cara?”
Dias depois, porém, o presidente brasileiro passou a adotar um tom mais duro e classificou como uma “patacoada [7]” a participação de Milei no evento do Partido Liberal, em São Paulo.
Durante um ato do PSB [7], Lula também afirmou que não aceitará interferências externas no processo político do país.
“Vocês viram aqui a papaguada [sic] que fez aqui o presidente da Argentina. Eu não falei nada, porque a minha relação é uma relação de chefe de Estado com o Estado. E eu gosto do povo argentino e não vou ficar trocando coisa com aquela coisa. E não adianta falar bravo, porque eu não vou ficar bravo. O cara fez cara feia eu faço cara bonita. O cara demonstra ódio eu demonstro amor”.
Milei dobra a aposta
Na entrevista deste domingo, Milei rejeitou as críticas do governo brasileiro e afirmou que não considera suas declarações agressivas.
“Agressivo é que alguém roube. É muito mais leve chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar”, disse.
O presidente argentino também afirmou que as ofensas dirigidas a Lula foram espontâneas.
“Foram palavras espontâneas”, declarou.
Foto reproduzida da Internet
Leia também a carta da deputada argentina Marcela Marina Pagano, do mesmo partido de Milei, pedindo desculpas ao presidente Lula clicando aqui [8]