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O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho, destacou nesta segunda-feira (4) que presentes dados por políticos de outros países deveriam ter sido registrados no sistema da Presidência da República. “Tem um problema anterior aí, que é a ausência de registro desses presentes, e isso é grave”, afirmou durante entrevista à GloboNews.
O integrante da CGU fez referência aos presentes recebidos pelo governo Jair Bolsonaro. Por lei, itens enviados por lideranças políticas de outros países devem pertencer ao Estado brasileiro, não podendo ser incorporados a patrimônio pessoal.
O Tribunal de Contas da União (TCU) deu um prazo de 15 dias [1] para que Bolsonaro “entregue à Presidência da República os itens de seu acervo documental privado, e os objetos recebidos a título de presentes em função da condição de Presidente da República, que não foram devidamente registrados no Sistema InfoAP”.
Uma das recomendações é para a devolução dos objetos retidos no Aeroporto de Guarulhos (SP) em 2021. Um colar, um anel, um relógio e um par de brincos de diamantes, avaliados inicialmente em R$ 16,5 milhões, entraram com uma comitiva liderada pelo ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque.
Foto reproduzida da Internet