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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a Polícia Federal preparam uma nova etapa de ações contra suspeitos de ligação entre autoridades públicas, milícias do Rio de Janeiro e integrantes do Comando Vermelho. As apurações avançaram nas últimas semanas e podem levar a novas operações autorizadas por Moraes nos próximos dias, segundo Igor Gadelha, do Metrópoles [1].
A investigação mira um suposto esquema de apoio, proteção e vazamento de informações sigilosas em benefício de criminosos ligados ao Comando Vermelho. Fontes da PF e do Supremo afirmaram que o inquérito ganhou força recentemente e deve resultar em novos desdobramentos operacionais.
A apuração já teve etapas anteriores em março, quando a PF deflagrou três fases da Operação Anomalia. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão contra suspeitos de envolvimento no esquema investigado.
Entre os alvos presos estavam dois delegados, sendo um da PF e outro da Polícia Civil, além de dois policiais civis e sete policiais militares. A operação apura suspeitas de obstrução de investigações sobre o Comando Vermelho, extorsão de traficantes, favorecimento de um traficante internacional de drogas e apoio a criminosos no Rio de Janeiro.
Infiltração política está no centro da investigação
No curso da investigação, Alexandre de Moraes apontou que organizações criminosas não se limitam ao domínio territorial obtido por meio da força. Segundo o ministro, esses grupos também se destacam pela “infiltração política que tais grupos alcançaram nos últimos anos, seja na esfera municipal, estadual e federal”.
A avaliação reforça uma das principais linhas da apuração: a suspeita de que estruturas criminosas tenham contado com apoio ou facilitação de agentes públicos e figuras políticas para proteger interesses do tráfico e dificultar o avanço de investigações.
A mesma investigação já levou à prisão do ex-deputado estadual Thiego dos Santos, conhecido como TH Joias, e do ex-chefe da Assembleia do Rio, Rodrigo Bacellar, do União Brasil. Eles são investigados sob suspeita de terem vazado informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho.
As próximas ações da PF, caso confirmadas, devem aprofundar a apuração sobre a rede de relações entre agentes públicos, grupos criminosos e milícias no Rio de Janeiro, em um caso que envolve suspeitas de obstrução de investigações e favorecimento a integrantes do crime organizado.
Foto reproduzida da Internet