A iniciativa louvável, primeiro, de criar a TV Assembléia canal aberto, e depois a de afirmar que vai promover concurso público na Assembléia Legislativa para o quadro de servidores da Casa, que nunca houve em sua história, merece o nosso aplauso para o deputado Robinson Faria, presidente da Casa, que ainda está devendo o projeto de lei que põe fim o nepotismo no Legislativo estadual, prática nefasta que o Congresso Nacional deu exemplo pondo um fim.
Quando reportamos assuntos delicados como folha de funcionários fantasmas como ocorreu na Câmara Municipal de Natal, ou a investigações que vêm sendo feitas pelo MP [Ministério Público] na Assembléia Legislativa para verificar a regularidade do acesso ao serviço público pelos servidores da AL, não estamos querendo prejudicar A ou B, e tampouco fazer jogo desse ou daquele político. Não, a imprensa é livre e como disse o sábio jornalista Mino Carta, “o jornalista deve buscar a verdade factual, a imparcialidade e exercer a vigilância sobre o poder”. O que estamos buscando é exatamente isso.
A redemocratização do país trouxe à reboque a liberdade de imprensa esquecida durante os trinta anos da ditadura militar, e com ela uma cobrança maior por parte da sociedade com relação aos nossos políticos. Hoje, a transparência no trato com a coisa pública é uma exigência do cidadão comum que paga seus impostos em dia e que ver os recursos públicos sendo bem aplicados. Não se admite mais que o dinheiro do erário seja utilizado para fazer proselitismo político, promovendo-se “cabide de emprego” para os afilhados dos políticos. Essa prática tem que acabar. Moralizar é preciso!