Política

MPF pede condenação de ex-assessor de Temer no caso da mala com R$ 500 mil

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A Procuradoria da República em Brasília pediu à Justiça Federal a condenação do ex-deputado e ex-assessor do Palácio do Planalto Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) no processo da mala com R$ 500 milque ele recebeu do grupo J&F supostamente como pagamento de propina.

Em 2017, Rocha Loures foi flagrado pela Polícia Federal (PF), em uma ação controlada, saindo de uma pizzaria de São Paulo carregando o dinheiro em uma mala e entrando em um táxi.

No pedido de condenação, que marca a fase final do processo, o Ministério Público diz que o dinheiro era “vantagem indevida” ao ex-presidente Michel Temer. O emedebista nega a acusação. À PF, ele afirmou que “nunca” pediu ou autorizou Rocha Loures a receber em seu nome recursos de campanha “ou de qualquer outra origem”.

A defesa de Rocha Loures pediu à Justiça Federal de Brasília, em abril do ano passado, que o ex-deputado fosse absolvido da acusação de corrupção passiva. No pedido, os advogados argumentaram que ele não sabia que havia dinheiro na mala.

Por conta deste episódio da mala, Temer foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo, em 2017, por corrupção passiva. No entanto, a maioria dos deputados da Câmara rejeitou o prosseguimento da denúncia e o caso acabou engavetado até que ele concluísse o mandato presidencial.

Com a saída de Temer da Presidência e consequente perda do foro privilegiado, a denúncia contra o emedebista deve ser enviada para a primeira instância da Justiça Federal.

A TV Globo teve acesso ao pedido. No documento, o procurador Carlos Henrique Martins Lima afirma: “Restou demonstrado que o réu Rodrigo Santos da Rocha Loures agiu com vontade livre e consciente e recebeu vantagem indevida para Michel Elias Temer Lulia em virtude da condição deste de chefe do Poder Executivo , materializados no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), além da promessa de prestações semanais , incorrendo na conduta descrita no art 317, c/c art 29, ambos do Código Penal, sendo assim a condenação medida que se impõe”.

O pedido de condenação foi feito à 15ª Vara da Justiça Federal em Brasília — onde Loures responde ao processo pelo caso da mala de R$ 500 mil recebida do ex-executivo da J&F, Ricardo Saud.

Por causa do episódio da mala, Loures chegou a ser preso e depois foi solto mas cumprindo restrições, entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica. Em novembro, a Justiça determinou a retirada da tornozeleira que o monitorava desde 2017.


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