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MST protesta na SSP-BA e aponta subsecretário como autor de tiros

Está no G1

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) apontam o subsecretário da Secretaria de Segurança Pública da Bahia [1] (SSP-BA), Ari Pereira, como o autor de disparos efetuados na manhã desta terça-feira (10) na sede do órgão, em Salvador [2] durante um protesto.

A mobilização ocorre para pedir ao Governo do Estado agilidade nas investigações sobre amorte de um integrante do MST no município de Iguaí [3].

Por volta das 8h30 desta terça, o clima ficou tenso no local, quando parte dos manifestantes entrou no prédio com facões e tentou subir até as salas, informou a assessoria da SSP-BA. Tiros de arma de fogo foram disparados e uma marca pode ser vista na entrada do prédio da Secretaria.

A assessoria de imprensa do órgão confirmou ao G1 que o tiro foi disparado por um funcionário da casa, mas não associou o ocorrido ao subsecretário. Ninguém ficou ferido. “Viemos de forma pacífica. Ao chegar na porta do prédio, o subsecretário de Segurança Pública da Bahia deflagrou três tiros contra os manifestantes. Não houve invasão. Nós chegamos até a porta do prédio”, afirmou Valber Rubens Santos, integrante do MST, em entrevista à TV Bahia.

Os integrantes do movimento mostraram uma foto em que o subsecretário aparece com uma arma em punho. “Estamos em frente à Secretaria para pedir esclarecimento do assassinato do companheiro Fábio dos Santos em abril deste ano. Após cinco meses, a Polícia Civil não esclareceu o assassinato e nós sabemos que foi mando de um fazendeiro da região. Vamos acampar em frente à Secretaria por tempo indeterminado”, afirmou Márcio Matos, do MST, durante a manhã.

De acordo com a equipe da 82ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que atua no local, o protesto começou às 7h45. Os servidores da Secretaria tiveram que entrar pelo fundo do prédio para trabalhar.

Procurada pelo G1, a assessoria da SSP-BA informou que o órgão já entrou em contato com a Polícia Civil para saber como está o andamento do inquérito que investiga a morte.

Reação
Em nota, a Secretaria afirmou que os manifestantes ocuparam o térreo do prédio e, “após tentarem tomar a arma de um soldado da guarda, já iam subir as escadas de acesso aos outros pavimentos, quando foram impedidos por um disparo de advertência”.

De acordo com a divulgação, a ação foi rápida e fez os manifestantes recuarem, “o que garantiu a integridade dos servidores, que já começavam a chegar ao trabalho, e das instalações do prédio”. O órgão se mostrou aberto ao diálogo com os integrantes da mobilização.

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