Uma explosão nos gastos per capita com câmaras municipais e redução nas taxas de evasão escolar e mortalidade infantil marcam o quadro das cidades brasileiras de 2002 a 2007 traçado pelo IRFS [Índice de Responsabilidade Fiscal, Social e de Gestão dos Municípios Brasileiros ], cuja edição 2007 está sendo lançada pela CNM [Confederação Nacional dos Municípios]. O indicador mostra que no mesmo período as prefeituras reduziram dívidas e economizaram mais para pagá-las, mas gastaram menos em educação e saúde e cortaram investimentos. Houve ainda nas cidades aumento da proporção de professores com nível universitário e recuo nas matrículas no ensino fundamental.
Isso demonstra o descaso do poder público com questões básicas como Educação e Saúde. Exemplo disso é a prefeitura de Natal onde a saúde há anos se encontra literalmente na UTI, embora a atual administração diga aos quatro cantos que o setor é prioridade. Balela. Nem aqui nem alhures a saúde pública será prioridade para os governantes que só pensam em se locompletar. Pior ainda é saber que os gastos nos legislativos municipais são maiores que no setor saúde. Prioridade para a Saúde só mesmo nos dicursos de campanha. Depois de eleitos os nossos governantes esquecem o discurso.