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Músicas misóginas e com discurso de ódio levaram adolescente a invadir as redes sociais de Janja

Está no Brasil 247

A investigação conduzida pela Polícia Federal sobre o ataque hacker à conta da primeira-dama Rosângela Janja Lula da Silva, no X (ex-Twitter), revelou a conexão entre um adolescente e um homem de 25 anos. Segundo os dados coletados, o homem, residente em Ribeirão das Neves (MG), foi alvo de operações de busca e apreensão na terça-feira passada. Posteriormente, na sexta-feira, um mandado similar foi cumprido em Sobradinho (DF), visando o adolescente. Este último, em seu depoimento, admitiu conhecer o homem, embora negue qualquer envolvimento dele no ataque.

As evidências apontam para uma atuação conjunta dos dois indivíduos. A Polícia Federal descobriu que o adolescente e o homem de 25 anos se conheceram através do Facebook, compartilhando um interesse em comum por músicas. O adolescente se identificava como fã das músicas do homem, a ponto de criar páginas nas redes sociais Instagram e TikTok, dedicadas à banda e fazer doações monetárias.

O homem, considerado pela PF como coautor do ataque hacker, possui perfis em plataformas como YouTube, Deezer e Facebook, onde publica músicas com conteúdo de ódio, misógino e racista, segundo informa a jornalista Bela Megale [1], no Globo. Ele informou aos investigadores que algumas de suas músicas foram removidas por plataformas digitais por violarem suas políticas. A Polícia Federal identifica os dois jovens como parte do grupo conhecido como “incel” (abreviação de “involuntary celibates”), um termo que se refere a indivíduos que se veem incapazes de encontrar um parceiro romântico ou sexual, apesar do desejo de tê-lo. Este grupo é caracterizado por propagar discursos de ódio e visões de mundo alinhadas ao supremacismo masculino.

Em suas redes, o presidente Lula defendeu o combate ao discurso de ódio e ao extremismo. Confira:

Lula [2]@LulaOficial [2]Sabem o hacker que invadiu a conta da Janja? Um jovem de 17 anos disseminando ódio na internet. Quando vamos reagir e formar essa juventude para que não reproduza violências contra meninas e mulheres? Precisamos politizar a juventude. Temos que fortalecer esse compromisso. #ConferênciaDaJuventude [3]

Foto reproduzida da Internet

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