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Na última reunião de 2023, Copom deve baixar juro para 11,75%, o menor nível em quase dois anos

Está no g1

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne nesta quarta-feira (13) e deve reduzir a taxa básica de juros da economia de 12,25% para 11,75% ao ano. A decisão será anunciada após as 18h.

O corte de 0,5 ponto percentual é a aposta da maior parte dos economistas dos bancos. Se confirmada, essa será a quarta redução seguida na taxa Selic – que cairá ao menor patamar desde março de 2022, quando estava em 10,75% ao ano.

Considerando o bom comportamento da inflação [1], a projeção do mercado financeiro é de que a taxa de juros continue recuando ao longo de 2024, e que termine o próximo ano em 9,25% ao ano.

Como as decisões são tomadas

Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, no sistema de metas de inflação, o BC faz projeções para o futuro.

Neste momento, a instituição já está mirando na meta do ano que vem, e também para o primeiro semestre de 2025 (em doze meses). Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

De acordo com Pedro Oliveira, do Paraná Banco Investimentos, a inflação no Brasil e no mundo tem se mostrado benigna, ou seja, vários itens dentro do índice têm mostrado desaceleração.

“O preço das commodities [produtos básicos, como petróleo e minério de ferro] caiu significativamente desde a última reunião do Copom, principalmente o preço do petróleo, o que deve ajudar a inflação nos próximos meses”, avaliou, por meio de comunicado.

Em análise, a XP Investimentos considerou que, desde a última reunião do Copom, no começo de novembro, as notícias foram benignas para a inflação de curto prazo em termos líquidos, com queda das taxas de juros em países desenvolvidos, com recuo da inflação e dos preços do petróleo.

A instituição projetou continuidade dos cortes de juros, com a Selic sendo reduzida para 11,75% ao ano neste semana e 10% ao ano no fechamento de 2024.

“O principal risco, a nosso ver, continua no lado fiscal. Notícias recentes sugerem novas despesas fora dos limites do arcabouço recentemente aprovado, e menos contingenciamento orçamentário se a meta fiscal estiver sob risco de não ser atingida. Esses sinais reforçam a nossa visão de que a política fiscal tem um viés expansionista, o que tende, em algum momento, a pressionar as expectativas de inflação”, acrescentou a XP, em comunicado.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem insistido na meta de déficit zero nas contas públicas em 2024 [3]. Para isso, precisa aprovar uma série de medidas de aumento de arrecadação, no valor de R$ 168 bilhões – valor anunciado em agosto deste ano [4]. O mercado financeiro, porém, estimou em novembro que as contas terão um rombo de R$ 90 bilhões em 2024.

Corte de juros

De acordo com especialistas, a redução da taxa de juros no Brasil terá algumas consequências para a economia. Veja abaixo algumas delas:

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