A proposta discutida neste final de semana por líderes do PSB e PMDB – diga-se, governadora Wilma de Faria e deputado Henrique Eduardo Alves – para unir a base política do governo Lula em Natal, com vistas as eleições de outubro, não tem sustentação nenhuma. O PMDB, mesmo que aceite indicar o vice do PT, não concorda que o nome a encabeçar a chapa seja o médico Ruy Pereira, ligado politicamente a governadora. Já o PSB também não concorda que o nome seja o da deputada Fátima Bezerra, mais próxima do senador Garibaldi Alves (PMDB).
Sendo assim, as conversas continuam na estaca zero, até porque, nem o vereador Hermano Morais (PMDB), nem o deputado Rogério Marinho (PSB), ambos pré-candidatos à sucessão municipal pelos respectivos partidos estão dispostos a abrir mão de seus projetos políticos. Além do mais, o problema também é saber a quem vai caber a indicação de vice. Está difícil, muito difícil mesmo costurar essa aliança.
Volto a repetir. Não acredito na união entre PT, PSB e PMDB, pelo menos no primeiro turno da sucessão municipal em Natal. Acho que os quatro partidos – PV, PT, PSB e PMDB – vão lançar candidaturas próprias e num eventual segundo turno, aí sim, poderá haver composições. O prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB), que criou esse problema, terá que encontrar uma solução, sob pena de ficar com o pincel na mão sem uma escada para ampará-lo.