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No improviso, QG da reeleição de Bolsonaro deu ultimato a Guedes por cartada eleitoral com pacote de combustíveis

Está no Blog da Andréia Sadi

A proposta do governo de Jair Bolsonaro [1] (PL [2]) para compensar os estados que zerarem Imposto [3] sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre diesel e gás de cozinha, apresentada na segunda-feira (6) surgiu de improviso e de um ultimato feito ao ministro da Economia, Paulo Guedes [4] pela ala política do Planalto – que cuida também da reeleição do presidente.

Essa ala avalia que o prazo para corrigir a campanha à reeleição de forma a evitar uma derrota para Lula [5] (PT [6]) ainda no 1º turno – como indicou o Datafolha no fim de maio [7] – é curto e, sem uma ação contundente e imediata na economia, esse cenário pode se tornar irreversível.

O grupo queria que o governo apresentasse uma proposta ainda mais agressiva, que previsse zerar o ICMS também sobre a energia e a gasolina – e não só sobre diesel e gás de cozinha, como consta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada por Bolsonaro na segunda. Mas Paulo Guedes [4] segurou.

Ainda assim, a ala política – que quer Paulo Guedes [4] longe num eventual segundo mandato – considera que conseguiu uma vitória sobre o Ministério da Economia. A proposta atual, da forma como está, vai custar de R$ 25 bilhões a R$ 50 bilhões em repasses da União para estados e municípios.

Agora, o Planalto espera que a pressão eleitoral contribua para que o Congresso aprove a PEC, e rápido. Nos dizeres de um interlocutor do presidente Bolsonaro, de olho em outubro, nenhum parlamentar vai votar contra um projeto que compensa a redução de impostos.

Por isso, a presença do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco [8] (PSD [9]-MG), no anúncio da PEC, ao lado de Bolsonaro, mesmo tendo sido convidado em cima da hora, foi comemorada como um indicativo de que haverá boa vontade na Casa com o projeto governista.

Foto reproduzida da Internet

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