Leio em O Globo que apesar de a discussão em torno da distribuição dos royalties do petróleo ter conquistado destaque político e dimensão nacional, o governo terá de enfrentar também questionamentos à espinha dorsal do marco regulatório do pré-sal durante a tramitação das quatro propostas que o compõem no Senado. Governistas dissidentes e oposicionistas devem se juntar para questionar pontos sagrados para o Palácio do Planalto: o poder de veto da Petro-Sal (nova estatal gerenciadora dos contratos de partilha) sobre as decisões dos consórcios produtores, os privilégios dados à Petrobras, inclusive fiscais, e o modelo de partilha de produção. Desta forma, o encaminhamento dos senadores promete ser diferente do que foi na Câmara. É justamente isso o que o Palácio do Planalto não deseja.