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Novos vereadores articulam bloco independente na CMN

O Blog obteve informação de que o grupo de novos vereadores eleitos – dez ao todo – está articulando um bloco independente na Câmara Municipal de Natal para barrar a tentativa de que o novo presidente da Casa seja um vereador “ficha suja”, ou seja, que tenha sido denunciado pelo MP [Ministério Público] à Justiça após a Operação Impacto, desencadeada na CMN no ano passado pelo próprio MP e pela Polícia Civil para investigar um esquema de corrupção envolvendo 13 edís quando da votação do novo Plano Diretor da cidade.

Entre os vereadores que foram denunciados pelo MP à Justiça estão o presidente do Legislativo, Dickson Nasser (PSB), Júlio Protásio (PSB), Adão Eridan (PSB), Edivan Martins (PV) e Aquino Neto (PV). Todos postulam à presidência do Legislativo, sendo que Dickson Nasser quer tentar a reeleição. O próprio Aquino Neto me disse que Nasser foi pedir o seu voto, mas que ele, também, na condição de postulante ao cargo devolveu  o pedido.

Dickson Nasser conta com o apoio do deputado federal Rogério Marinho, em vias de deixar o PSB, e tem “garantido” até agora, o voto de Adenúbio Melo (PSB), e possivelmente do Bispo Francisco (PSB).  Júlio Protásio tem como madrinha a deputada estadual Márcia Maia e não é certo contar com os votos de toda a bancada do PSB na Casa. Edivan Martins – que é líder do prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) e liderado de Micarla, está numa sinuca de bico. Adão Eridan, segundo a fonte, só tem voto mesmo em Felipe Camarão, bairro onde tem o seu reduto eleitoral, e Aquino Neto, esse nem se fala.

O vice-prefeito eleito de Natal, Paulinho Freire (PP), também vem costurando um nome para presidir à Câmara. Segundo comenta-se, Freire tem como certos já os votos do vereador Luís Carlos (PMDB), Alberto Dickson (PP) e Heráclito Noé (PP). Mas se é verdade a formação desse grupo independente, os dois últimos não podem ser contabilizados a favor do projeto de Paulinho Freire.

Portanto, a eleição para a presidência da Câmara Municipal de Natal mais do que nunca está indefinida, e a confirmar-se que os novos eleitos formarão mesmo um bloco independente, pode decidir a eleição. Com um detalhe: os “fichas sujas” estariam de fora, certamente. À conferir!

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