A partir de hoje e até a próxima sexta-feira (31) o blog fará uma retrospectiva dos principais fatos ocorridos no Rio Grande do Norte que viraram notícia. Necessariamente não terá que ser fatos políticos, mas os mais variados assuntos. A cada dia serão publicados alguns posts para relembrar ao web-leitor os assuntos que viraram notícia. No que diz respeito ao meio ambiente, por exemplo, este blog, em editorial publicado no dia 19 de janeiro, acabou criando uma polêmica com o Carnaparrachos – carnaval que estava para acontecer nas piscinas naturais de Pirangi, litoral sul do estado e que acabou sendo proibido pelo Ministério Público Federal. Dizia o editorial:
Só faltava essa: Carnaparrachos
Pirangi é uma praia de veraneio no Rio Grande do Norte. Localizado no litoral sul do estado, a praia pertence ao município de Parnamirim. Lá existem piscinas naturais chamadas de Parrachos. Pois muito bem: Os frequentadores do local com suas potentes lanchas, não tendo mais o que inventar estão lançando agora um tal de Carnaparrachos para a próxima lua cheia, dia 30. Parecem que querem acabar com aquele paraíso ecológico.
Se a poluição sonora já está tomando conta da praia com os “batidões” em camionetas com garotões ao seu voltante, agora, como se não bastasse vai ter o tal do Carnaparrachos. Fico a imaginar as pessoas nas lanchas tomando uísque e espumantes ao som de axé e forró. Coitado dos peixinhos. E os ecologistas não vão falar nada? O Ministério Público que tanto faz para preservar o “maior cajueiro do mundo”, localizado também na praia de Pirangi, também não vai se pronunciar? O cajueiro já está atrapalhando o trânsito, mas não pode ser podado. No entanto, o meio ambiente pode ser afetado nos Parrachos. Ora,ora,ora, quanta incoerência!
A prefeitura de Parnamirim e o Ministério Público estadual deveriam fazer como em Fernando de Noronha. Limitar o número de lanchas nos Parrachos e não deixar que aconteça esse tal de Carnaparrachos antes que seja tarde demais. Aqui fica o meu protesto, mesmo que seja um protesto isolado, mas prefiro defender a natureza do que está ao lado de um evento que só vai contribuir para poluir as piscinas naturais. Aliás, poluição essa não só de barulho, mas certamente de lixo, ou você caro web-leitor acredita que haverá uma fiscalização para que isso não ocorra? Eu não. A conferir!