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Além de bancar o cardápio de Jair Bolsonaro (PL) regado a picanha e camarão [1] e as motociatas [2] do ex-ocupante do Palácio do Planalto, o povo brasileiro também arcou com os custos da segurança da família Bolsonaro durante viagens de lazer.
É o que mostram notas fiscais do cartão corporativo da Presidência da República, consultadas pelo Estado de S. Paulo [3]e pela agência Fiquem Sabendo, como resposta a um pedido de Lei de Acesso à Informação (LAI). O cartão corporativo foi utilizado, por exemplo para pagar R$ 16,2 mil referentes a hospedagem de uma equipe de servidores que foi para Alagoas dar proteção à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, numa viagem de lazer. “A ex-primeira-dama foi passear na região conhecida como rota ecológica do litoral nordestino, no município de São Miguel dos Milagres. Agentes de segurança foram junto e as despesas desses funcionários públicos foram custeadas com esse modelo de pagamento”.
“Somente em abril de 2021 há registros de notas emitidas em sete viagens de parentes do então presidente”, destaca a reportagem.
Durante aquele mês, Michelle ainda visitou Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto, em São Paulo, e Caldas Novas (GO), cidade turística por suas águas termais. Lá, a equipe de servidores ficou no Hotel Thermas di Roma. “O processo de prestação de contas mostra que foram feitas consultas prévias sobre o preço da hospedagem em busca de opções mais baratas”, registra a reportagem.
No mesmo mês, Jair Renan Bolsonaro foi para Resende (RJ) e Carlos Bolsonaro para Brasília. Nos dois casos, equipes de segurança custeadas pela Presidência acompanharam os filhos de Jair Bolsonaro.
Foto reproduzida da Internet