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O desenvolvimento e a cartada verde do PT nas eleições de 2010

– Foi para o vinagre o relacionamento entre um importante grupo de organizações não governamentais da área ambiental e o governo Lula. Em 05 de junho, dia do meio ambiente, essas entidades divulgaram dois comunicados. Primeiro, uma lista de “amigos e inimigos da Amazônia” – sem nenhuma novidade no elenco. Depois, uma “nota pública contra o desmonte da política ambiental brasileira” acusando o governo, e o Legislativo, de subscreverem a lógica do crescimento econômico a qualquer custo.

Assinam a nota entidades que são formadoras de opinião na área socioambiental; entre elas: Amigos da Terra/Amazônia Brasileira; Conservação Internacional Brasil; Fundação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional/FASE; Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento/FBOMS; Greenpeace; Grupo de Trabalho Amazônico/GTA; Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia/IMAZON; Instituto de Estudos Socioeconômicos/INESC; Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia/IPAM; Instituto Socioambiental/ISA; Rede de ONGs da Mata Atlântica; Sociedade Brasileira de Espeleologia; Via Campesina Brasil; WWF Brasil. Muitas dessas entidades nasceram e cresceram no bojo do Partido dos Trabalhadores. Em larga medida, essa polarização isola o Ministério do Meio Ambiente como um tipo de ONG dentro do governo. Minc tenta equilibrar-se na corda bamba.

Obs do blog: O trecho acima faz parte de um artigo de Olympio Barbanti Jr., jornalista e consultor, PhD em Políticas Sociais e Gestão pela London School of Economics publicado no Congresso em Foco.

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