Está no Correio Braziliense
O MEC (Ministério da Educação), em parceria com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira ), divulgou ontem os resultados da quarta edição do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2011. Os índices mais comemorados foram os do ensino fundamental, já que o Brasil superou as metas propostas pelo governo federal nos dois ciclos — do 1º ao 5º ano e do 6º ao 9º ano. Nos primeiros anos dessa etapa, a média nacional foi de cinco pontos, superando em 0,4 ponto a nota estipulada pelo MEC. Já no período seguinte, o avanço foi menos significativo: 4,1, 0,2 ponto acima do esperado. O índice do ensino médio alcançou somente a meta projetada de 3,7.
A metodologia do Ideb é feita por amostragem, e não por análise censitária, como no ensino fundamental. O ministro Aloizio Mercadante explica que o resultado trata de um universo relativamente pequeno. Dos 2,2 milhões de alunos matriculados no ensino médio, somente 70 mil fizeram a prova — incluindo escolas particulares e públicas. Segundo o ministro, uma análise mais aprofundada só seria possível relacionando o Ideb ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), indicador que avalia o desempenho de cada aluno.
De acordo com os dados, as instituições de ensino médio tiveram pouca evolução (ver arte). Das 27 unidades da Federação, 19 estão abaixo da média nacional. Com 3,8 pontos, o Distrito Federal não atingiu a meta estipulada pelo MEC para 2011, de 3,9. Ao apresentar o levantamento, Mercadante afirmou que a situação do período é um desafio para os próximos anos, porque os indicadores mostram estabilidade. Segundo ele, o MEC pretende reformular a estrutura curricular, que hoje tem 13 disciplinas obrigatórias.
– A sobrecarga é muito grande e não contribui em nada, porque não permite foco nas disciplinas cobradas no Enem nem na vida profissional, avaliou. Para o titular da pasta, o principal caminho é o investimento em escolas de tempo integral aliado a atividades do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).