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O imbróglio do chapéu de couro `esquisito´ com o implante de cabelos

por Carlos Alberto Barbosa

A política papa-jerimum é interessante. Enquanto o mundo político se volta para o novo escândalo da família Bolsonaro, falo do envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República – ainda – , com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso por falcatruas no sistema financeiro, o ex-prefeito de Mossoró, agora pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Alysson Bezerra (União Brasil), troca farpas nas redes sociais com o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN). Tudo porque Marinho disse que o chapéu de couro que Alysson costuma usar – um chapéu de vaqueiro – é “esquisito”. Esquece o senador que seu implante de cabelos pode parecer “esquisito” aos olhos do ex-prefeito.

Mas não querendo entrar no mérito da questão, para o eleitor (a) não faz a menor diferença sobre o que pensam o bolsonarista Rogério Marinho e o agora candidato a governador Alysson Bezerra. Aliás, bom ressaltar que o candidato à sucessão estadual de Rogério Marinho é o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, aquele mesmo que quando alcaide contratou uma empresa por milhões de reais para fazer a “obra” da engorda da praia de Ponta Negra, dinheiro jogado fora que agora o prefeito Paulinho Freire, que teve o apoio de Álvaro Dias para se eleger, vai ter que contratar uma nova obra para recuperar o cartão postal de Natal. Recursos públicos novamente que o contribuinte pagará.

Bom, me reporto aos fatos porque nem o chapéu “esquisito” de Alysson Bezerra nem o implante de cabelos de Rogério Marinho pode ser mais importante do que o escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro. Aliás, não vi até agora Rogério Marinho se pronunciar sobre o assunto. O jornalista Octávio Guedes, em seu blog, hospedado no g1 diz que o áudio entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro é um balde de água fria na pré-candidatura presidencial do filho mais velho de Jair Bolsonaro.

“O clima é de fim de festa e é um exemplo de que Flávio nunca havia sido exposto a uma campanha majoritária em que essas coisas aparecem. Sempre gerou dúvidas a resiliência do senador para receber pancadas que são comuns em campanhas eleitorais”, enfatiza o jornalista.

Quer chegar aos escândalos siga os caminhos do dinheiro.

Com a palavra o senador e coordenador da campanha bolsonarista à Presidência da República, o senador potiguar Rogério Marinho!

Sobre o chapéu de couro “esquisito”, o Ministério Público Estadual está de olho.

Foto: O Mossoroense

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