O jornalista Luís Nassif analisou os dados do balanço da Globo e concluiu que, com desempenho operacional negativo e apenas receitas financeiras em alta, a Globo será fatalmente engolida por concorrentes internacionais no novo cenário de juros baixos no Brasil.
Segundo dados da revista especializada Teletimes, em 2018, o resultado operacional da controladora foi negativo em R$ 530 milhões, contra um resultado negativo de R$ 83 milhões em 2017. A controladora engloba a TV Globo, a Globoplay e a Som Livre.
Considerando todo o grupo, a receita operacional foi positiva em R$ 1 bilhão no ano de 2018, mas registrando uma queda de 44% em relação ao mesmo período de 2017.
O que pesou no resultado operacional negativo foram os investimentos na Globoplay, plataforma que pretende concorrer com a Netflix, Amazon e Apple.
A Globoplay atingirá apenas países de língua portuguesa, Brasil, Portugal e alguns países africanos. A Netflix só não entra (por enquanto) na China, Crimeia, Coreia do Norte e Siria.
No Brasil, junto ao público jovem – que em alguns anos será o público total do mercado – o nome Globo tem muito menos penetração do que Netflix ou Apple.
Volte aos números de balanço. Em 2018 a receita líquida da controladora Globo foi de R$ 10 bilhões. Do grupo todo, R$ 14,8 bilhões. Com o dólar a R$ 4,00, significa uma receita total de US$ 3,7 bilhões, estabilizada, em crescimento lento ou queda.
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