O governo virtual da governadora Wilma de Faria (PSB) não pára de crescer. Cada vez que um ministro de Estado vem ao Rio Grande do Norte, a governadora apela para o “pires na mão” pedindo recursos para investir nisso, naquilo, etc. Quando vai à Brasília é a mesma ladainha.
Agora foi a vez do ministro Márcio Fortes [das Cidades] que ela pediu para incluir no PAC um projeto para a construção de um metrô de superfície orçado em R$ 167 milhões. O ministro deu uma esperança a governadora. Tentar incluir o projeto no chamado PAC da modalidade urbana.
O fato é que o governo do estado pretende investir nos próximos três anos e meio – sim, porque meio ano já se foi do segundo governo Wilma -, R$ 15 bilhões entre recursos públicos e privados. Mas, o que se observa é que dos recursos oferecidos pelo governo Lula ao Rio Grande do Norte dentro do PAC – pouco mais de R$ 600 milhões – serão destinados exclusivamente a serviços de saneamento básico e habitação popular em 12 municipios potiguares, incluindo Natal.
De resto só se conta com a boa vontade do setor empresarial investir no estado. Até agora pouca coisa se viu de concreto, a não ser a governadora Wilma apelando para o governo federal atrás de recursos. Agora mesmo o Rio Grande do Norte ficou de fora do Pronasci [Plano Nacional de Segurança Pública em Cidadania] que prevê investimentos da ordem de R$ 6,7 bilhões até 2012 em 11 cidades brasileiras, inclusive três do Nordeste: Recife (PE), Maceió (AL) e Salvador (BA).
Então, o que pensar de um governo que se diz parceiro do governo estadual, mas na hora do bem-bom, fica em segundo plano. Talvez por isso a governadora Wilma de Faria já começa a mostrar a sua insatisfação com o PT no Rio Grande do Norte. Será isso um sintoma de que também está se distanciando do governo Lula?