O processo sucessório em Natal (RN) está parecendo mais uma peça teatral tantas são as encenações. Senão vejamos: o prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) diz que não fala sobre sua sucessão agora, só em meados de maio, e que muito menos pensa em 2010, quando todo mundo sabe, inclusive a torcida do ABC, que o seu desejo é sim de disputar o governo do estado e quer o apoio de quem ele apoiar para prefeito. Pelo menos é o que se comenta.
Já o deputado federal João Maia (PR) encena que não quer ser candidato a prefeito, mas trabalha nos bastidores para isso. O senador José Agripino Maia (DEM) diz que vem conversando com a deputada Micarla de Souza (PV) há seis meses sobre a possibilidade de uma aliança, e que ainda não fechou acordo sobre o assunto com ela, mas toda a torcida do Flamengo sabe que ele sabe que vai apoiar a “borboleta”.
A governadora Wilma de Faria (PSB) encena que está tudo bem entre ela e o prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB), e aguarda um posicionamento do prefeito de apoio à candidatura do deputado federal Rogério Marinho, pré-candidato a sucessão municipal pelo PSB. Por outro lado, o PT, que tem como pré-candidato a prefeito o deputado Fernando Mineiro, diz que o partido não está dividido e vai marchar junto para a sucessão municipal.
O PSDB do ex-senador Geraldo Melo, encena um “apoio” a candidatura do deputado Luiz Almir, mas ao mesmo tempo o seu dirigente maior não se pronuncia sobre isso, e não descarta a possibilidade dele mesmo ser o candidato. Ou será encenação?
No PMDB, os seus líderes encenam uma peça surrealista, onde cada um pensa de uma forma. O senador Garibaldi Alves, que lançou a candidatura do vereador Hermano Morais a prefeito de Natal, cogita, embora que de maneira informal, uma aliança com o DEM no segundo turno, e o deputado Henrique Eduardo Alves, não descarta um apoio ao candidato do PMDB até do PSB, também num eventual segundo turno.
Acho que somando tudo isso daria uma bela peça teatral, dividido em vários atos, capaz de concorrer até o Prêmio Molièri de Teatro.