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Todos os governadores eleitos no Rio de Janeiro nos últimos 30 anos foram presos, cassados ou renunciaram para escapar da cadeia. Todos [1]. Sem exceção.
Sérgio Cabral: preso. Pezão: preso enquanto ainda governava. Rosinha Garotinho: presa. Anthony Garotinho: preso. Witzel: impeachment. Cláudio Castro: renunciou um dia antes de ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, e foi cassado mesmo assim, com inelegibilidade de oito anos. Esta semana, o Supremo Tribunal Federal, o STF, autorizou busca e apreensão na casa de Castro por conta das investigações relacionadas ao caso Master [2].
O estado que elegeu todos esses governadores está, hoje, sendo administrado por um desembargador no qual ninguém votou. E, ao que parece, ele está fazendo mais em dois meses do que muitos fizeram em anos.
Ricardo Couto assumiu [3] o Palácio Guanabara em março porque não havia mais ninguém na fila. O vice virou conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, a Alerj, foi afastado pela Polícia Federal sob investigação de envolvimento com o Comando Vermelho. Castro renunciou. A linha sucessória foi desmontada peça por peça — cada peça, por um motivo diferente, mas todas pelo mesmo sistema.
Foto reproduzida da Internet
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