Está no Estado de S. Paulo
A Assembleia-Geral da ONU aprovou ontem a proposta de Brasil e Alemanha que estende à internet o direito à privacidade já previsto na Declaração Internacional dos Direitos. A nova resolução não prevê punição para quem descumpri-la, mas tem o peso político de um texto apoiado por quase 200 países, até mesmo seu principal alvo, os Estados Unidos. O texto conclama os Estados-membros da ONU a respeitar e determina que os cidadãos não podem “ser submetidos a ingerências arbitrárias ou ilegais em sua vida privada”. A assegurar o respeito à privacidade a proposta foi criada após a revelação de que os EUA espionavam governos, cidadãos e empresas de países, aliados ou não, entre eles o Brasil.