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A resolução proposta por Malta ao Conselho de Segurança da ONU [1] foi aprovada nesta quarta-feira (15). O texto redigido pelo país foca na proteção de crianças na guerra entre Israel [2] e Hamas e pede corredores humanitários na Faixa de Gaza [3].
“Inúmeros civis estão agora sofrendo as consequências devastadoras que o conflito armado traz consigo”, afirmou Vanessa Frazier, representante permanente de Malta junto da ONU, antes da votação.
Veja abaixo como votaram os países:
- A favor: 12 votos
- Contra: 0 voto
- Abstenções: 3 (Estados Unidos, Reino Unido e Rússia)
O projeto de resolução exige, com urgência, uma pausa no conflito que acontece no Oriente Médio para que corredores humanitários sejam montados em toda a Faixa de Gaza. A ideia é permitir o acesso completo das agências das Nações Unidas e seus parceiros — como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e outras organizações humanitárias imparciais. (entenda mais abaixo)
O texto não condena Israel nem chama de “atos terroristas” os ataques feitos por Hamas desde 7 de outubro, quando invadiu o país vizinho.
A Rússia foi o único país do Conselho que chegou a se pronunciar sobre a resolução, chamando o texto de “desequilibrado”.
A votação foi marcada no mesmo dia em que forças israelenses fizeram uma operação militar no maior hospital de Gaza, com a justificativa de que membros do grupo terrorista Hamas estavam no local.
O que diz a resolução?
Segundo o texto, a pausa deverá permanecer ativa por tempo suficiente para que a ajuda humanitária chegue aos civis, especialmente crianças. O objetivo é “facilitar o fornecimento contínuo, suficiente e sem entraves de bens e serviços essenciais — incluindo água, eletricidade, combustível, alimentos e suprimentos médicos.
Reparações de emergência em infraestruturas essenciais, a evacuação médica de crianças doentes ou feridas e de seus cuidadores, e os esforços de resgate e recuperação de pessoas — inclusive de crianças desaparecidas em edifícios danificados e destruídos — também estão previstos no projeto.
Além disso, o texto também pede que todos os reféns, especialmente crianças, sejam libertados, e que todas as partes do conflito evitem de privar a população da Faixa de Gaza de serviços básicos e da “assistência humanitária indispensáveis à sua sobrevivência.”
A resolução também reafirma que “todas as partes do conflito devem cumprir com suas obrigações” perante as leis internacionais, reiterando que essas regras garantem a proteção total a crianças.
Emenda russa
A Rússia falhou numa tentativa de última hora de alterar a resolução para incluir um apelo a uma trégua humanitária imediata que conduzisse à cessação das hostilidades.
“Gostaria de perguntar aos nossos colegas norte-americanos: vocês eliminaram tudo [no texto] o que pudesse de alguma forma indicar a necessidade de cessar as hostilidades. Isso significa que são a favor de que a guerra no Oriente Médio continue indefinidamente?”, disse Vassily A. Nebenzia, embaixador da Rússia na ONU, antes da votação.
Foto reproduzida da Internet