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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a 6ª fase da Operação Unha e Carne para atingir uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como estrutura para lavagem de dinheiro, em um esquema que teria movimentado R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
A nova etapa da Operação Unha e Carne cumpre 19 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. De acordo com a PF, a investigação também aponta a participação de agentes públicos no funcionamento do esquema criminoso.
Além das buscas, a Justiça autorizou medidas de sequestro de bens e valores, bem como a suspensão de atividades econômicas de empresas vinculadas ao grupo investigado. O objetivo é interromper a estrutura financeira que, segundo os investigadores, teria sido utilizada para ocultar a origem ilícita de recursos.
As suspeitas ganharam força a partir de um Relatório de Inteligência Financeira produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e encaminhado à Polícia Federal. O documento aponta movimentações superiores a R$ 7,6 bilhões em um período de seis anos, valor considerado incompatível com a atividade declarada por parte dos investigados.
Segundo a PF, a rede de postos de combustíveis teria sido usada como plataforma para dar aparência legal a recursos de origem suspeita. O setor é frequentemente alvo de operações contra lavagem de dinheiro por envolver grande circulação de valores, operações em espécie e múltiplas empresas interligadas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou ainda que outros delitos podem ser identificados ao longo do aprofundamento das investigações.
A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal, com foco no combate a organizações criminosas em atuação no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa segue diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635, que trata da atuação das forças de segurança no território fluminense.
A 6ª fase da Operação Unha e Carne reforça a ofensiva contra estruturas empresariais suspeitas de servir à ocultação de patrimônio e à circulação de recursos ilícitos no Rio. As medidas cumpridas nesta terça-feira buscam preservar provas, bloquear bens e interromper atividades econômicas associadas ao grupo investigado.
Foto reproduzida da Internet