O MPF [Ministério Público Federal] no Rio Grande do Norte deu parecer contrário ao pedido de prorrogação das prisões temporárias de seis presos na Operação Higia, que ainda estão detidos na sede da polícia Federal, em Natal, entre eles, o filho da governadora Wilma de Faria, advogado Lauro Maia.
Segundo o parecer, as contradições apresentadas durante os depoimentos prestados à PF não justificam, por enquanto, o pedido de prorrogação das prisões feito no início da tarde desta terça-feira. Entretanto, o MPF irá analisar a necessidade de decretação de prisão preventiva dos acusados. O prazo de cinco dias das prisões temporárias efetuadas pela PF, se expira na manhã desta quarta-feira, e não hoje, como haviamos informado.
Os presos são acusados de participarem de uma quadrilha que vinha atuando junto ao governo do estado desde 2005, conforme investigação da Polícia Federal, num esquema fraudulento de licitações na área de prestação de serviços de limpeza e higiene, tendo lesado os cofres públicos em R$ 36 milhões.