Leio no Globo que o texto da relatora-geral do Orçamento, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), prevê corte de R$3,3 bilhões nas verbas para as obras do PAC ( Programa de Aceleração do Crescimento) em 2011. O parecer destina ao PAC R$ 40,15 bilhões, frente aos R$ 43,5 bilhões da proposta original enviada pelo governo ao Congresso. O primeiro a falar em redução no ritmo das obras do PAC, no início do mês, tinha sido o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os técnicos ainda faziam um pente fino ontem, mesmo após a apresentação do texto da relatora, para saber as razões do corte e se haverá correções.
O Orçamento ainda está inflado em R$ 25,3 bilhões, mesmo após o corte de R$ 3 bilhões proposto pelo Planejamento. A Comissão Mista de Orçamento começou a discutir uma proposta que aumenta em R$ 12,1 bilhões a previsão de investimentos em 2011. As emendas parlamentares fizeram explodir os gastos de todos os ministérios. Alvo de denúncias, o Turismo passou de R$ 862,9 milhões para R$ 3,6 bilhões (acréscimo de R$ 2,8 bilhões). A Cultura saltou de R$ 1,65 bilhão para R$ 2,09 bilhões. E os Esportes, de R$ 1,29 bilhão para R$ 2,46 bilhões. Ao todo, as emendas parlamentares somam R$ 20,6 bilhões. As individuais somam R$ 7,7 bilhões; as de bancada, R$ 9,8 bilhões; e as de comissões temáticas de Câmara e Senado, R$ 3,2 bilhões.