O Brasil identificou e conseguiu bloquear nos últimos anos R$ 500 milhões que organizações criminosas enviaram para paraísos fiscais, mas só repatriou R$ 2 milhões – 0,4% do total. A revelação é do delegado Roberto Troncon, superintendente da Polícia Federal em São Paulo. “Para repatriar, o caminho é longo”, afirmou.
– Por meio de uma investigação de lavagem de ativos, você pode pedir aos países o bloqueio administrativo, mas para repatriar precisa de uma sentença condenatória irrecorrível, o que leva anos, disse Troncon.
Ele falou sobre as dificuldades do país em recuperar ativos desviados ao comentar o Projeto de Lei 3.443, que endurece o combate à lavagem de capitais – recurso geralmente adotado por grupos que lesam o Tesouro em licitações dirigidas e peculato. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)