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Para investigadores da PF, estratégia de defesa de Bolsonaro `não cola e não se sustenta´

Está no Blog do Valdo Cruz

A estratégia de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) [1], no caso da venda e recompra das joias, “não cola e não se sustenta”. Essa é a avaliação de investigadores da Polícia Federal [2].

Para eles, se tudo fosse legal, como tenta sustentar a defesa do ex-presidente, ele poderia ter assumido desde o início que estava com a joias, que as vendeu e, depois, teve de recomprá-las para atender a uma determinação de devolução à União do Tribunal de Contas da União (TCU) [3].

O advogado Paulo Cunha Bueno, que representa Bolsonaro no caso, tem dito que as regras permitiam que o ex-presidente vendesse a joias.

A PF avalia que tem pela frente muitas provas a serem encontradas com a quebra dos sigilos bancários de Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle no Brasil [4] e, principalmente, nos Estados Unidos.

Há ainda o celular do pai de Mauro Cid [5]o general Mauro Lourena Cid, que participou das negociações de venda de joias no exterior [6], auxiliando o filho na empreitada encomendada pelo ex-presidente, de quem é amigo desde os tempos da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) [7].

A defesa de Mauro Cid, do seu lado, tem sustentado que o ex-ajudante de ordens seguiu determinações de Bolsonaro para vender o relógio Rolex nos Estados Unidos e, depois, recomprá-lo para devolver à União.

O advogado Cezar Bitencourt diz que Cid cumpria ordens de Bolsonaro [8] e fez o que o ex-presidente pediu, que “resolvesse a situação do relógio”. Só tem um detalhe: neste ano, Mauro Cid não era mais obrigado a cumprir ordens de Bolsonaro, porque já não mais trabalhava com ele.

Ou seja, na avaliação de investigadores, os dois, Bolsonaro e Mauro Cid, se associaram para vender as joias no Exterior. A suspeita, inclusive, é que o ex-ajudante de ordens aproveitou e vendeu joias em seu poder. Tudo de forma ilegal.

Foto reproduzida da Internet

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