Os primeiros reflexos da paralisação do atendimento clínico ortopédico pela Clinort e pelo Hospital Memorial começam a refletir nos corredores do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG). Na manhã desta quarta-feira (8), 10 pacientes estavam internados em macas no corredor da clínica médica. Destes, sete com problemas ortopédicos. Apesar do número ainda ser considerado baixo, a preocupação do corpo diretivo é de que, caso ambas as unidades não retomem o serviço logo, o hospital volte a ficar superlotado.
Para evitar que as áreas de circulação do hospital voltem a ficar superlotadas, ainda na tarde de ontem, a diretora geral do HMWG, Maria de Fátima Pereira Pinheiro, acordou com a direção do Hospital João Machado (HJM) que: enquanto os serviços de clínica ortopédica não normalizarem o atendimento, os pacientes idosos com fraturas simples aguardarão a transferência para realizar o procedimento cirúrgico ortopédico, em um dos leitos de retaguarda do Walfredo Gurgel no HJM. A medida também visa oferecer uma melhor acomodação aos pacientes idosos, tendo a mesma assistência que teriam no HMWG.
Dos sete internos pela especialidade de ortopedia na manhã de hoje, cinco irão para o João Machado até o final da tarde. A primeira paciente foi transferida por volta das 10h50.
A paralisação dos atendimentos de baixa e média complexidade para problemas clínicos ortopédicos teve início há cinco dias. Porém, mesmo com a eficácia das equipes da Classificação de Risco e do controle de entrada e saída de pacientes pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR), os primeiros pacientes começaram a ocupar o corredor na noite da terça-feira (7).
A diretora geral do HMWG, Maria de Fátima Pereira Pinheiro, diz que “era justamente isso que nos preocupava. A nossa rede de saúde é ainda muito frágil. Basta algum prestador de serviço decidir paralisar o atendimento para que isso reflita diretamente sobre nós”, desabafa Fátima.
Em contrapartida, a diretora conta que a equipe de desospitalização responsável já está em campo para identificar potenciais pacientes que podem ter alta e, ao mesmo tempo, está percorrendo os cinco andares de enfermarias do HMWG, a procura de vagas em leitos, para transferência dos internos no corredor. (Com foto e informação da ascom da Sesap)