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Paredões voltam a tomar conta dos carnavais de praia. Lamentavelmente!

por Carlos Alberto Barbosa

Os chamados paredões – carros com equipamentos de som que mais parecem um trio elétrico, lamentavelmente voltaram a ter espaço nos carnavais das praias no Rio Grande do Norte.

O pior de tudo é que a única coisa que a Polícia pode fazer é mandar baixar o volume. Para acabar com a brincadeira só havendo uma queixa formal, mesmo o MP determinando que se trata de poluição sonora, mas a justiça só aceita com denuncia formalizada.

Esses paredões haviam desaparecido nos últimos carnavais, mas agora parece que voltaram com força total. E as músicas tocadas no último volume não tem nada a ver com carnaval. Ou é música sertaneja ou é forró. É o mesmo que se imaginar uma vaquejada ao som de um frevo pernambucano ou de um samba enredo.

Como gosto de carnaval e prezo pela tradição do frevo, samba e até axé, não consigo aceitar um carnaval com paredões tocando músicas que destoam completamente do carnaval. E os paredões ainda ficam perfilados, um do lado do outro que não dá nem pra saber a letra da música que está tocando, tal o barulho infernal.

No último domingo, dia em que o bloco Troça do Peru desfilou, com uma banda de metais, a Polícia teve que intervir para que os responsáveis pelos paredões ao menos tivessem a delicadeza de desligar enquanto o bloco passava.

Não bastasse isso, já no final do percurso, um trio elétrico denominado de Pranchão da Priscila Braw, desceu a avenida principal de Pirangi na contramão puxando uma pipoca. Absurdo. Mais absurdo ainda é a prefeitura de Parnamirim permitir isso. Um desrespeito total a um bloco que há dez anos participa do carnaval da citada praia, no caso a Troça do Peru. Mais uma vez foi preciso a intervenção da PM para impedir que o tal “Pranchão” continuasse a descer a rua na contramão e tocando.

Repito o que já disse em outras oportunidades. O carnaval de Pirangi acabou e agora com trios elétricos, pranchões e paredões, só mesmo pra quem não curte o bom carnaval.

Como um dos fundadores da Troça do Peru já propus à diretoria trazer o bloco pra Natal, esta sm, uma cidade que aprendeu a fazer um bom carnaval no Rio Grande do Norte.

A conferir!

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