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O ministro da Economia, Paulo Guedes [1], tem demonstrado absoluto descompasso em relação aos interesses do governo Jair Bolsonaro [2] na PEC dos Combustíveis [3].
Em entrevista ao Estadão, Guedes classificou a proposta que tramita no Senado, de autoria do senador Carlos Fávaro (PSD-MT), de “bomba fiscal”. O problema é que, como mostramos ainda ontem à noite, a PEC recebeu apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do presidente da República. [4]
“A proposta do Senado, que propõe a criação de um fundo para redução de tributos dos combustíveis, do botijão de gás, da energia elétrica e até de passagens de transporte público urbano para idosos, independentemente de a pessoa ser rica ou pobre, tudo ao mesmo tempo, é uma bomba fiscal. Seu custo poderá chegar a R$ 110, 120, 130 bilhões ao ano”, declarou Guedes.
Desde a semana passada, Guedes tem sido atropelado por ações do Congresso. O PP também apresentou uma proposta alternativa ao plano do ministro da Economia [5], que era apenas encaminhar um projeto de lei de caráter extraordinário para zerar as alíquotas apenas do diesel.
Foto reproduzida da Internet